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terça-feira, 12 de julho de 2011

Eu só queria...

entrar em um bar, no mais próximo de mim, sem me importar a procedência e qualidade. Apenas iria sentar, pedir um suco de açaí e demorar o tempo que eu quiser para bebe-lo. Mexer com o canudinho a todo momento.

Ok, é hora de mais um.
-moça, mais gelo nesse por favor.

Ignorei seu olhar de fuzilamento pro meu lado, de provocação me serviu um suco quente, da temperatura da minha descrença...

-me da duas pedras de gelo por favor?

Ignorei o fato dela ter pegado com a mão e praticamente jogado em meu copo. Aliás, hoje era o dia de ignorar tudo... protocolos sociais, perguntas estupidas despretensiosas das respostas, rotinas.

Ignorei tudo de uma forma que ignorei o fato de que fiquei a tarde inteira no bar, tomei 7 sucos de açaí e a mulher veio me dizendo que iriam fechar, só não a ignorei porque ela praticamente gritou...

Ignorei...

domingo, 30 de janeiro de 2011

Intolerância Musical

Não sei nem como começar esse post, mas essa idéia vem me martelando a cabeça a dias, e para surgirem novas, eu preciso colocar em prática as velhas.

It's one of those days when music is your only friend
 
Acredito que todos que estão lendo este post (2 pessoas no máximo) gostam, ou pelo menos ouvem música. E como somos enjuados, nojentos, insuportáveis, gostamos de apreciar apenas o que  gostamos, ou isso nos torna normais? Anyway, gosto musical, é tudo sobre isso.


 
 Graças a qualquer que seja a coisa acima de nós, a tecnologia nos permite ter uma certe privacidade em várias coisas que fazemos, inclusive ouvir música. Posso ouvir a minha aqui, e você ouve a sua ai, não precisamos compartilhar, não precisamos ouvir do mesmo gênero musical, apenas precisamos nos respeitar (a palavra respeito me sugere a mais posts, mas a de hoje é um plus com música). 

Se você não gosta do meu estilo musical, ótimo, já era esperado, mas não venha me dizer que é ruim apenas por não ter agradado aos seus ouvidos. E outra coisa muito chata, talvez a coisa mais chata sobre esse assunto, não rotule as pessoas pelo que ela ouve. Não ela não é emo por ouvir Simple Plan, ou gay por ouvir Madonna, muito menos antipatriota por não ouvir música nacional (eu) aliás, isso é tão ultrapassado quanto a vitrola.


Aliás, compartilhas não é de um todo ruim, eu adoro que compartilham e me mostrem músicas/artistas/bandas novas, gosto muito mesmo, mas sou sincero na resposta ao dizer se gosto ou não.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Pseudo escritor

Promessas falhas, palavras ditas no momento do ápice do relacionamento. Mentiras? Não, ingenuidade. Não apenas da parte dela, mas da minha também, que acreditei. Mas como não acreditar? Eu estava completamente apaixonado, se ela me dissesse que eu era o cara mais escroto do mundo, eu acreditaria.

Mas isso é parte de um passado, que eu apenas me recordo quando as pessoas me perguntam o que me fizeram amadurecer... Eu apenas penso, não digo em voz alta, tais pensamentos não merecem ser libertados da minha mente, é como um castigo, um calabouço onde nunca mais escapará, será usado como um objeto para refletir e não errar mais dessa forma, como um molde, um exemplo, que eu nunca mais seguirei, uma religião suja, um repúdio, de mim talvez por ter errado tanto, mas não me culpo, não posso ir contra a natureza humana que é errar, é como um animal sem um extinto de predador. Incompleto.

A dor vem, junto com a experiência e como um manual, em que apenas há algumas palavras, pra algumas pessoas ocultas, mas para aquelas que as consegue ler estão bem claras, escritas "LEIA E NÃO ERRE NOVAMENTE DESSA FORMA", sempre há dois caminhos, sempre há duas escolhas, sempre há as escolhas nas quais você se joga de cabeça, mas talvez as regras do jogo estão escritas em uma língua incompreensíveis por sua mente ou ignoradas por seu coração. E você erra novamente, é um ciclo vicioso em que você não escapa, você está destinado a errar, assim como eu, assim como todos.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Here, There And Everywhere


30 Years.

Plano espiritual, céu, inferno, não importa o termo usado, mas John Lennon não está mais entre nós. Não existe a necessidade de fazer uma descrição dizendo quem Lennon era. Gerações, o mundo não o esqueceu, se perguntar a uma pequena criança quem é John Lennon, provavelmente ela saberá te responder, isso se chama reconhecimento.  

Década de 60, o mundo virou de pernas pro ar. O fenômeno do Fab4 era imenso e inegável. Músicas que falavam de amor, ritmo contagioso, carisma eminente estampado na face dos integrantes, não só na face, no cabelo, nos modos de vestir, tanto é que ditaram moda. A ambição de ser músico, pode se dizer que foi ai que tudo começou.


She loves you, yeah yeah yeah. Trechos como estes emanavam até de estádios. Chega de falar sobre Beatles, aliás, tentativa falha, será que existe a possibilidade de não associar John Lennon aos Beatles? Banda na qual ele mostrou muito de sua personalidade forte, alguns diziam que ele era louco, outros diziam que ele era gênio, ele dizia de si próprio que todos o chamavam das duas coisas, mas a diferença era que ele nunca tinha sido internado. De uma maneira oculta, seu convencimento entre esse trecho apesar de parecerem totalmente corretos pois eu o acho um gênio, era uma forte característica dele, egoísmo também. Apenas excelente músico, personalidade, não um Deus, é permitido defeitos. 

Defeitos a parte, sua genialidade não estavam só nas composições Lennon/McCartney e em suas piadas elaboradas. Ou mobilizar o mundo inteiro com protestos e fazer o governo de um país ter raiva dele e até cogitarem que o mesmo foi a cabeça por trás de seu assassinato é coisa para leigos? Influenciou não apenas a música por toda sua existência, suas palavras fizeram efeito, foi de um sucesso tão grande, que não consigo compará-lo com nenhuma pessoa nesse quesito.


Não poderia fechar o assunto de influências e poder que ele teve sobre suas afirmações sem mencionar o "We're more popular than Jesus now". Qual a chave para todo esse sucesso? Seria o sucesso o principal objetivo de John? Dentre tantas perguntas que minha mente não me permite elaborar agora, uma martela a minha cabeça a tempos, me colocando em posições de criar teorias, e pensamentos, e discutir com amigos: E se John Lennon estivesse vivo até hoje? Óbvio que eu não vou entrar nesse assunto, até porque não quero me exceder, e sei que eu desenrolaria várias linhas sobre esse assunto.

"Amo a liberdade, por isto deixo as coisas que amo livres. Se elas voltarem é porque as conquistei; se não voltarem é porque nunca as possuí." 
Tentei deixar esse post o mais branco possível fazendo até edição nas imagens, porque esse post não é sobre  luto, e sim sobre vida, uma vida que se for pelo menos parecida com a da pessoa mencionada nesse post, faria dela uma vida melhor.


Queria eu poder trazê-lo de volta a vida para nos tirar uma foto, e comunicar ao mundo que a guerra está acabada. Nada comparada com a do Vietnã, mas a guerra que travamos para conseguirmos a paz.

sábado, 27 de novembro de 2010

Semana Cultural

Minha semana pode não ser interessante para quem lê ou saber o que as outras pessoas fizeram pode ser entediante, mas eu preciso compartilhar a semana cultural que eu tive. 





Começando por Tim Burton. Quando eu era criança eu já tinha visto, mas recentemente eu lembrei partes, e eu lembro que eu tinha ficado maravilhado com o fato de ser animação (stop motion na verdade, mas crianças não sabem distinguir não é?) e não lembro se eu sabia ler, fato é que eu não lembrava dos diálogos nem pelas legendas. Anyway, muitos anos se passaram até que eu vi de novo, e percebi coisas que eu não tinha percebido quando criança, a genialidade do primeiro stop motion feito por um dos nomes mais fodas do cinema atual: Tim Burton.

O curta em questão é Vincent esse estranho garoto que tem a vida narrada em rimas por Vincent Price, o qual o garoto sonha em ser. Você poder ver legendado no youtube clicando aqui. Coloquei o player do Vimeo aqui porque é mais bonito ok?







Preciso falar também da coisa que me deixou mais feliz essa semana. A linda da Aline me enviou um presente de aniversário, que devido a distância demorou um pouco pra deixar. Foram semanas de tortura, ela me despertando curiosidade e eu imaginando qual seria o presente, não cheguei nem perto, e o presente me fez mais feliz do que me faria se eu recebesse qualquer outro que eu imaginei.


O presente é um CD da minha banda favorita do momento (The Killers ainda te amo), HURTS, já falei a little sobre ela no tópico de Harry Potter, mas como eu disse, Hurts terá um post só sobre ela.


Ps: Veio com um cartãozinho escrito: "To my bitch, from your queen xx" ela é demais né? Né?

Ainda sobre curtas, vi um filme que na verdade são vários curtas dirigidos por vários diretores entre eles Gérard Depardieu e Wes Craven. O nome da obra é Paris Je T'aime. Deixando de lado a genialidade de alguns diretores, o coletivo de curtas é sensacional, fotografia fodissima na maioria dos curtas, as histórias são envolventes abordando temas como drama, arte, e coisas cotidianas que acontecem com os cidadãos da cidade luz e até turistas. Em algum deles a história te engana, você pensa que se trata de uma coisa, mas na verdade é outra. É fascinante. Nunca tive o imenso desejo da maioria das pessoas de ir a Paris, sempre preferi outros lugares, mas depois desses curtas senti sim a vontade de conhecer a cidade luz também conhecida por cidade dos amantes.


Os curtas que eu mais gostei foram esse do palhaço acima, e do cego. tem vários incríveis, super indico.
Trailer abaixo. Não achei no vimeo, então vai o player feio do youtube mesmo.


Não preciso dizer o óbvio que o pouco do show do Paul McCartney que foi transmitido foi sensacional né? Ok, então termino esse post que ninguém quer saber.

Ps: Agradecimentos especiais ao Rocco, pela ideia do Trailer.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

FIND

"Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta. A gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto… Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém."


John Lennon

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Indico: Donnie Darko


Depois de um intervalo indeterminado sem postar (isso pode ocorrer frequentemente) venho postar sobre um filme digno de um post. Ando pedindo indicações de filme, gosto assim, porque depois da para conversar sobre com a pessoa que me indicou, ou até reclamar quando o filme for horrível, mas isso ainda não aconteceu.


 
A indicadora dessa vez foi a Bárbara, dona de um excelente gosto musical ainda não conhecia seu bom gosto para filmes. Deixo essa breve descrição sobre ela ou teria que fazer um post só para isso... Anyway, ela me indicou o filme Donnie Darko.
 
Senti como se fosse a única pessoa a não ver esse filme, ou que ele é algum tipo de lagoa azul da sessão da tarde, o porquê dessa sensação? Não faço a mínima ideia. 


Insano. Poderia descrever o filme apenas com essa palavra, mas como minha sede de escrever está grande, e eu venho devendo isso a tempos, preciso levar em consideração mais coisas sobre o filme. Dentre elas a filosofia que ele lhe permite criar a cada cena, é magnífico, o tipo de filme que te deixa pensar, filosofar, e tentar adivinhar o caminho dos personagens, sou um grande fã desse tipo de arte que te proporciona a liberdade de pensar um pouco antes de te dar a resposta. Melhor ainda quando vem uma coisa totalmente inesperada e não clichê. A atmosfera sombria do filme causa a sensação de suspense que qualquer coisa pode saltar da janela e BUUUU, você toma um susto, ou seja, apreensão do começo ao fim.


Ao desenrolar dos acontecimentos o expectador jura que Donnie é problemático, sendo confirmado depois pela sua psiquiatra Ms. Thurman. (Aviso a parte a seguir pode lhe causar sensações tais como: Que coisa de criança. Não vou ver esse filme. Sério, aparece isso?)Devidamente avisados, um coelho gigante aparece para salvar Donnie da morte por uma turbina caída de um avião que caíra exatamente em sua cama. Como se não fosse o bastante o coelho gigante chamado Frank profetiza á Donnie o fim do mundo. Mas o que as pessoas não sabem é que o fim do mundo é apenas... Não vou ser estraga prazeres e contar a moral do filme ;)

 
O filme aborda temas da física teórica e temos Drew Barrymore no elenco e um novo Jake Gyllenhaal (O dia depois de amanhã, Brokeback Mountain) atuando maravilhosamente bem. Gostaria de ver esse filme com diversas pessoas e assistir como seria a interpretação do filme de cada um. Existe uma continuação do filme chamada S. Darko, acabei de ver, não chega nem perto do anterior, mas dou destaque para a fotografia e para a atuação de Ed Westwick, no principio foi estranho ver ele fora de Gossip Girl, que além de gostar do papel do Chuck, Westwick tem um talento desproporcional para o que faz atualmente.

 
Bom é isso, algumas pessoas leem esse blog por ler, ou por obrigação minha, mas aqueles que gostam de boas indicações e discussões sobre filmes deixo ai a minha dica. E se possível deixe nos comentários suas indicações de filmes, e se você já viu Donnie Darko/S. Darko, comente o que achou do filme também.

Obrigado!